Sinopse:Há séculos uma verdade acompanha cada herdeiro do ducado de Bousquet: A Maldição dos Hallinsons.
Conta-se que a tragédia os acompanha, levando à morte as esposas em seu primeiro ano de matrimônio. Geração após geração, aprendem sua sina e a regra a seguir para possuir uma união frutífera e longa.
Octávio Hallinson Segundo sofre as consequências de não seguir estes ensinamentos. Viúvo, isolou-se da sociedade, fugindo da responsabilidade de casar-se novamente para providenciar um herdeiro para seu título.
Um homem marcado pela dor.
Mical Baudelaire Nashgan sempre foi uma mulher decidida, enfrentando as ordens de sua tia e negando-se a seguir o protocolo que obrigava mulheres a procurar maridos apenas por posse de títulos e dinheiro e não por amor.
O posicionamento contraditório aos costumes afastou os candidatos, tornando-a uma das únicas solteironas que sua província conheceu. A mais bela dentre elas.
Uma tragédia a coloca frente aos perigos da floresta aos pés da Montanha da Lua e seu futuro torna-se incerto e assustador.
Livro: A montanha da Lua (Família Hallinson #1) / Autora: Mari Scotti / Gênero: Histórico/ Ano de Lançamento: 2015 / Editora: Independente / Idioma: Português / Comprar: Amazon.
Quatro estrelas com gosto de cinco! Esta é a segunda obra que eu leio, algum livro da Mari Scotti e definitivamente ela se tornou uma das minhas queridinhas. Ela é muito boa, madura mesmo na escrita e cada um livro é diferente do outro, o que me faz imaginar o que ela irá aprontar no próximo livro. Esse livro mesmo, A montanha da Lua, é o primeiro livro da série, sendo que o primeiro livro que eu li dela foi o segundo dessa série, ou seja, mudei um pouco da ordem natural das coisas, mas não perdi a graça desse livro, pois são diferentes. Na verdade, esse livro conta a história dos pais do mocinho do segundo livro.
Aqui conhecemos a Mical, uma mocinha que mesmo sabendo dos perigos da floresta resolve pegar um atalho para casa por ela. E lá ia ela com sua capa vermelha quando de repente viu-se seguida por um ser muito misterioso que a rapta e a leva para uma velha cabana na montanha da Lua. Não, você não se enganou. Essa história começa de um jeito muito parecida com a Chapeuzinho Vermelho, o que me lembrou uma releitura dessa história, mas as semelhanças param por aqui, pois esse é um livro de época muitíssimo bem narrado que trás, uma mocinha a frente de seu tempo e sem papas na língua e um duque que, apesar de fofo e respeitador acredita que sofreu uma maldição.
Segundo a maldição, todas as mulheres que um homem de sua família amava, tinha um filho homem e com isso depois faleciam. Certo de seu destino, ele primeiro se isola na montanha da lua, mas depois de um tempo resolve assumir o seu Ducado e tenta de todas as formas não se apaixonar por Mical. Como ela entra no bolo? Isso vocês terão que ler. O ponto é mostrar uma coisa que está muito presente nesse livro que como as crenças que uma pessoa tem afeta a vida da pessoa como um todo. A crença do Duque afeta o seu jeito de ver a vida e para ele se organizar ele teve que achar um fato que na cabeça dele fosse cabível, mesmo que isso não fosso tão lógico com a verdade. Gostei muito da forma como isso foi trabalhado aqui.
Por outro lado, me incomodou o fato que algumas partes do livro eu pude comparar a escrita da julia Quinn. A Júlia é ótima, não me levem a mal. Eu amei O duque e Eu, mas o melhor do segundo livro dessa série foi o fato da autora ter uma escrita própria e não inspirada. Fiquei chateada quando eu vi que aqui teve inspiração. Não tirou o mérito, mas teve sim uma inspiraçãozinha aí. Mais uma vez saliento que o diferencial foi como as crenças foi trabalhado aqui. Isso foi o que diferenciou a escrita e fez a autora voltar a ter um enredo dela, sabe?
Mais uma vez reitero, a escrita da Mari é divina. Muito bem colocada e pesquisada e isso me faz indicar a todas as pessoas que eu sei que gostam de ler. Não vejo a hora de conseguir ler mais livros dela e até mesmo o terceiro livro dessa série linda.















