
Sinopse:
Makena Taylor está em ascensão. Com apenas 22 anos e cantando e compondo músicas agitadas que conversam diretamente com o público jovem feminino, ela nunca esteve tão em sintonia com sua mente, corpo, alma e arte.
Chuck Plith mantém os dois bem pés bem fincados no chão. Ele só quer fazer música, cantar sobre o amor e ser feliz. Se ele conseguisse ficar menos nervoso antes de cada show também seria bom.
A amizade entre os dois tinha tudo para ser improvável, mas aconteceu.
O amor pela música os uniu.
Mas e quando a forte conexão que existe ultrapassa a barreira do carinho e se transforma em algo mais para um dos dois? Quanto se pode carregar de culpa por não conseguir controlar as batidas do próprio coração?
Em Algum tipo de amor, novo romance new adult de Letícia Kartalian, vemos uma forte relação surgir entre versos e notas, entre medos e incertezas, entre a amizade e a paixão. É uma história sobre a música com amor e sobre o amor com música, mostrando que quando o coração encontra a sua harmonia perfeita… Já era.
Livro: Algum tipo de amor/ Autora: Letícia Kartalian / Gênero: Romance / Ano de Lançamento: 2016 / Editora: Independente / Idioma: Português / Comprar:
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Há um tempinho atrás, a Letícia entrou em contato comigo falando desse livro dela e me convidando a ler. Como tinha sido indicação de uma grande amiga minha, que por sinal amou o livro eu resolvi aceitar após ler a sinopse. Na verdade, algo me chamava a esse livro. Essa capa linda com a prerrogativa de ser um livro feito especialmente para o dia dos namorados, tinha tudo para ser o tipo de livro que eu gosto de ler. E foi! Li esse livro em poucos dias e terminei com uma sensação de coisa boa, de completude que só poucos livros conseguem e esse conseguiu, mesmo não sendo um daqueles livros com uma carga dramática intensa.
Makena Taylor é uma musicista, conhecida no ramo da música por suas letras autorais. Meu corpo, minhas regras, o álbum da autora atingiu níveis gigantescos de vendas, escutas, dentre outras coisas. Um certo dia comum de estúdio, a Mak escuta um solo de piano em uma das salas que chamou a atenção dela e em um ímpeto, ela resolve fazer um dueto com esse músico misterioso que nada mais é do que um novo cantor que conseguiu seu público e fama através de sua carreira como youtuber: p Chuck. Desse encontro nasce a mais linda amizade que se pode existir. Só que a medida que o tempo passa, a linha tênue entre amor e amizade vai se borrando e o que era para ser apenas isso se transforma em algo mais... sublime, misterioso, improvável e proibido.
Não quero que vocês imaginem esse livro como algo mais do que ele é. Ele é um livro clichê e doce. Mas a narrativa é tão bem construída que não deixa brechas e nem faz cenas a mais do que o necessário. Essa é a maravilha de ser um bom escritor, contar uma história simples, de forma clara e sem delongas. Essa foi a história da Mak e do Chuck e pronto. O resto está a cargo da imaginação que é a maravilha e o presente de poder ser um leitor... a capacidade de imaginação. Porém, isso não significa que o livro não te faça sentir, pelo contrário, ele faz! Mas ela consegue, com uma narrativa que mescla presente e passado, contar uma história linda, sem a aquela coisa feia de um escritor que se apegar aos personagens a tal ponto de ter receio de colocar o ponto final.
Ao longo da trama também nós vemos vários temas importantes sendo lançados de forma sutil, como o fato da música ser uma forma de expressão para Mak e, sobretudo, aqui nós temos uma visão de família. Família por laços de sangue, de amizade ou de trabalho, mas que está ali para a pessoa assim que ela precisar. Aqui você não vai encontrar uma ex louca perseguidora, nem pessoas tentando sabotar e nem muito menos a vida louca de sexo, drogas e rock in roll. Vemos muita pesquisa sobre música, vemos sentimento e amizade. Não há vilões e nem mocinhos, há as escolhas certas e erradas de cada pessoa e as consequências que ela trás.
Até agora deu pra perceber o quanto eu gostei de fazer essa leitura, mas alguns detalhes, a autora deixou passar despercebido. Detalhes bobos na verdade, mas que me fizeram, chata como sou, tirar uma estrelinha do livro. O primeiro é o fato histórico. Aqui temos um livro ambientado nos Estados Unidos, mas que a data do dia dos namorados colocada é a 12 de Junho. O que mais me dói é que esse detalhe poderia ter ficado oculto na narrativa e nem ser mencionado porque não fazia diferença nenhuma. O segundo detalhe são pequenos errinhos de português, nem erros de gramatica e sim de digitação. Nada que uma boa revisada não dê conta.
No fim, eu quero agradecer a Letícia pela oportunidade e dizer que me encontro aberta para ler qualquer um de seus livros porque é uma escrita muito gostosinha e que nos deixam com aquela sensação de coisas boas quando terminamos.